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Reforçando os Princípios Básicos do Budismo Tibetano. Paz universal a todos.


 O budismo tibetano, também conhecido como Budismo Vajrayana, é uma forma única do budismo Mahayana que se desenvolveu no Tibete. Embora possua elementos distintos, seus princípios fundamentais são enraizados nos ensinamentos universais de Buda.


As Quatro Nobres Verdades


O cerne de todos os ensinamentos budistas, incluindo o tibetano, reside nas Quatro Nobres Verdades:

  • Dukkha (Sofrimento): A vida, em sua essência, é insatisfatória e permeada de sofrimento. Isso não se refere apenas à dor física, mas também à insatisfação, ao descontentamento e à impermanência de tudo que é agradável.
  • Samudaya (Origem do Sofrimento): A causa do sofrimento é o apego e o desejo (ou anseio) por coisas que são impermanentes, bem como a ignorância da verdadeira natureza da realidade.
  • Nirodha (Cessação do Sofrimento): É possível pôr fim ao sofrimento, alcançando o Nirvana, um estado de libertação do apego, do desejo e da ignorância.
  • Magga (Caminho para a Cessação do Sofrimento): Existe um caminho para a cessação do sofrimento, que é o Caminho Óctuplo.

O Nobre Caminho Óctuplo


Este é o guia prático para alcançar a libertação, dividido em oito aspectos interconectados:

  • Compreensão Correta: Entender as Quatro Nobres Verdades e a natureza da realidade.
  • Pensamento Correto: Cultivar pensamentos de não-violência, amor e compaixão.
  • Fala Correta: Evitar mentiras, calúnias, palavras rudes e fofocas.
  • Ação Correta: Abster-se de matar, roubar e má conduta sexual.
  • Meio de Vida Correto: Ganhar a vida de forma ética, sem prejudicar outros seres.
  • Esforço Correto: Desenvolver estados mentais positivos e eliminar os negativos.
  • Atenção Plena Correta: Estar consciente do corpo, das sensações, da mente e dos fenômenos.
  • Concentração Correta: Desenvolver a concentração através da meditação para alcançar estados de profunda tranquilidade e sabedoria.

Karma


O conceito de Karma é fundamental. Ele significa "ação" e se refere à lei de causa e efeito. Todas as nossas ações (físicas, verbais e mentais) criam impressões em nossa mente que, por sua vez, moldam nossas experiências futuras. A intenção por trás da ação é crucial para determinar seu resultado. Ações motivadas por compaixão e sabedoria geram resultados positivos, enquanto as motivadas por apego, aversão e ignorância geram sofrimento.


Renascimento (Samsara)


O budismo tibetano, como outras escolas budistas, acredita no Samsara, o ciclo contínuo de nascimento, morte e renascimento. As ações (karma) de uma vida determinam a forma da próxima existência. O objetivo final é escapar do Samsara e alcançar o Nirvana, a libertação completa do sofrimento.


Compaixão (Bodichita)


Um pilar central do budismo tibetano é o cultivo da compaixão (Karuna) e do amor benevolente (Metta). A Bodichita é a aspiração de alcançar a iluminação não apenas para si mesmo, mas para o benefício de todos os seres sencientes. Isso leva à prática da ajuda ativa e altruísta aos outros.


O Papel dos Lamas e a Linhagem


No budismo tibetano, os Lamas (professores espirituais) desempenham um papel vital. Eles são guias que transmitem os ensinamentos e a sabedoria de Buda através de linhagens ininterruptas. Muitos Lamas são reconhecidos como tulkus, ou seja, reencarnações de mestres espirituais anteriores, como o Dalai Lama. A relação com um Lama qualificado é considerada essencial para o progresso espiritual.


Meditação e Tantra


A meditação é uma prática central para desenvolver a concentração, a atenção plena e a sabedoria. O budismo tibetano também incorpora o Vajrayana, ou "Veículo do Diamante", que utiliza técnicas tântricas, como a visualização de deidades, mantras e rituais complexos, para acelerar o caminho para a iluminação.

É necessário exercitar o corpo a morada do espírito.

1965, budismoAté agora falamos sobre a meditação e as ferramentas para uma boa meditação, as técnicas as posturas, mas para mantermos o equilíbrio da mente do espírito é necessário também cuidarmos do nosso corpo, principalmente a coluna que é o canal principal do fluxo de energia que circula por todo o nosso organismo ativando os chakras. Dizem que o segredo da juventude está na flexibilidade de sua coluna.
Muito bem então vamos conhecer alguns exercícios simples e bem eficazes para manter a flexibilidade da coluna. Você se lembra das posturas(Asanas)? Você irá usá-los nos exercícios.
Inicie sentando confortávelmente e concentre-se em sua respiração. Diminua sua respiração e respire com sua barriga. Entre em contato com as sensações em seu corpo. Sintonize-se com seu próprio rítimo. Espere alguns minutos para se acalmar, centre-se e acomode-se no espaço.

1º-Rotação da Pelvis

Sente-se na posição asana simples. Coloque suas mãos nos joelhos. Gire a pélvis ao máximo em um movimento de torção.
Faça 28 rotações ou 1-2 minutos em cada direção.
Benefícios: Este exercício abre a energia na parte inferior da coluna, massageia os orgãos internos e ajuda na digestão.

2º-Flexão da Coluna

Sente-se na posição asana simples. Segure seus calcanhares. Quando inspirar com força e rápidamente, flexione sua coluna para a frente mantendo os ombros relaxados e a cabeça ereta. Não mova sua cabeça para cima e para baixo. Expire e relaxe sua coluna de volta, continue com o ritimo fazendo respirações fortes e rápidas. Quando inspirar, sinta a energia descendo sua coluna. Quando expirar sinta a energia voltando para cima até o terceiro olho. Mentalmente repita SAT no movimento para baixo e NAM no movimento para cima.
Faça 120 vezes ou 1-3 minutos.
Para finalizar inspire profundamente, prenda a respiração, aplique a tranca raiz, expire e relaxe. Sente-se calmamente e sinta a energia circular em sua coluna e por todo o seu corpo.
Benefícios: Este exercício estimula e alonga a coluna na parte inferior.

3°-Flexão da coluna sobre os calcanhares

Sente-se sobre seus calcanhares, coloque suas mãos em suas coxas continue com a flexão da coluna como no exercício anterior junto com respirações fortes e rápidas.
Faça por 1-2 minutos.
Benefícios: Este exercício trabalha o meio da coluna e o chakra do coração.

4º-Rotação do pescoço

Sente-se com a coluna ereta mas relaxada. Ajuste sua cabeça par que você a sinta apoiada no topo da sua coluna. Você consegue isto movendo um pouco sua cabeça para trás e trazendo seu queixo ligeiramente para baixo. Gire seu pescoço lentamente em uma direção e depois na outra. Deixe o peso de sua cabeça move-la no giro. Faça isso metódicamente e muito devagar para que você sinta os pontos de tensão e assim poder trabalhar a tensão.
Faça pelo menos 1 minuto e 1/2 em cada direção.
Para terminar: Depois do exercício, sente-se calmamente e permita-se sentir as sensações em seu corpo e coluna.
Benefícios: Este exercício remove a tensão no pescoço e estimula a tireóide.

5º-Torção Lateral

Sente-se sobre seus calcanhares. Coloque suas mãos nos ombros, dedos para frente e polegares para trás. Inspire e gire para a esquerda. Expire e gira para a direita. Gire sua cabeça na mesma direção do movimento. Sinta sua coluna aumentar gradualmente sua torção. Mantenha os cotovelos paralelos com o chão, permitindo assim seus braços girarem livremente com o corpo. Este exercício pode ser feito de pé.
Faça por 1-2 minutos ou 28 vezes.
Para terminar; expire no centro, prenda a respiração, aplique a tranca raiz, expire, relaxe e sinta a energia circular, especialmente no nível do coração.
Benefícios: Este exercício abre o centro do coração e estimula a parte superior da coluna.

6º-Flexões Laterais

Na posição fácil,junte suas mãos atrás do pescoço na fechadura de vênus(dedos entrelaçados) e se curve(sem ir para a frente) para os lados em sua cintura, apontando seus cotovelos em direção ao chão por trás da perna. Inspire quando se dobrar para a esquerda, expire para a direita. Não arqueie nem contraia suas costas. Curve para os lados somente. Este exercício pode ser feito de pé.
Faça por 1-2 minutos ou 28 vezes.
Benefícios: Flexões laterais estimulam o figado e cólon e aumenta a flexibilidade da coluna.

7º-Dar de Ombros

Ainda sobre seus calcanhares ou na posição fácil, encolha ambos os ombros; para cima na inspiração epara baixo na expiração. Imagine-se tentando encostar seus ombros nas orelhas. Nos movimentos para baixo dos ombros simplesmente deixe-os cair, com seu peso.
Faça por 1-2 minutos.
Para terminar: Inspire para cima, prenda, aplique a tranca raíz, e relaxe.
Benefícios: Este exercício solta sua tensão nos ombros e relaxa a parte superior das costas.

8º-Exercício da serpente

Deite-se no chão com as palmas abaixo dos ombros. Quando inspirar, arqueie suas costas para cima, elevando o nariz, depois o queixo, depois pressionandocom suas mãos vertebra por vertebra, até estar arqueado o máximo possível sem forçar a parte inferior das costas concentrando-se em uma boa esticada do centro do coração para cima. Respire longa e profundamente ou faça a respiração do fogo.
Faça por 2-3 minutos.
Para terminar: Inspire, prenda, empurre a energia para cima na coluna com a tranca raiz. Expire vagarosamente e desça muito devagar desdobrando uma vertebra da cada vez.
Relaxe. 1-3 minutos.
Benefícios: Este exercício fortalece a parte de baixo das costas. Remove a tensão nas costa e equilíbra o fluxo da energia sexual com a energia do umbigo.

9º-Balançar sobre a coluna

Traga seus joelhos até o peito, agarre-os com os braços, balance para a frente e para trás sobre a coluna massageando a gentilmente, do pescoço até a base da coluna. Certifique-se de fazê-lo em uma superfície macia.
Faça por 1-2 minutos.
Benefícios: Este exercício circula a energia e relaxa a coluna.

10º-Alongamento alternado das pernas

Sentando no chão, abra suas pernas ao máximo, segurando seus dedões ou qualquer outra parte das pernas que possibilite você ficar nesta posição mantendo seus joelhos retos(não dobrados). Inspire no centro(posição central inicial) e expire abaixo sobre a sua perna direita. Movimente-se sobre os quadris para abrir a pelvis. Evite simplesmente se curvar e arquear a parte superior da coluna. Mantenha sua coluna confortavelmente ereta e consiga um bom alongamento em suas costas. Solte seus músculos e não os tensione. Continue respirando com força.
Faça por 1-2 minutos.
Para terminar: Inspire no centro, prenda, aplique a tranca raiz e depois relaxe. Traga suas pernas juntas e balance-as para cima e para baixo algumas vezes para relaxar os músculos e massageá-los.
Benefícios: Abre a pelvis e alonga os músculos da perna.

11º-Alongamento do nervo da vida

Sente-se com as pernas estiradas, traga o pé direito para dentro da coxa esquerda, e lentamente se curve e agarre seu pé ou calcanhar(ou qualquer outro lugar que lhe seja confortável), mantendo sua perna estirada no chão. Respire longa e profundamente ou faça a respiração do fogo.
Faça por 1-2 minutos para cada lado.
Para terminar: Inspire profundamente e expire várias vezes aprofundando o alongamento. Depois , lentamente se levante., balance as pernas e lhes faça uma massagem. Mude de lado e repita o exercício.
Benefícios: Este exercício alonga os músculos das pernas e solta a parte inferior das costas.

12º-Felino Vaca

Coloque-se sobre seus joelhos e mãos com os joelhos e ombros bem abertos. Inspire quando flexionar sua coluna para baixo e trazendo sua cabeça para trás. Expire quando flexionar sua coluna para cima, numa posição de arco, com a cabeça para baixo. Mantenha seus braços estirados. Continue com o ritimo respirando com força, aumentando gradualmente a velocidade à medida que sua coluna ficar mais e mais flexível.
Faça por 1-3 minutos.
Para terminar: Inspire em vaca saggy, prenda, puxe a energia para cima com a tranca raíz. Expire e relaxe sobre seus calcanhares, sente-se calmamente e deixe sua respiração abrandar. Sinta a energia circular. Concentre-se no terceiro olho.
Benefícios este exercício é conhecido como o Quiroprático Kundalini. Feito regularmente ele solta e ajusta a coluna.

13º-Exercício me levanta

Deite-se sobre suas costas e simplesmente relaxe por alguns instantes. Depois dobre seus joelhos e recolha seus calcanhares em direção as suas nádegas, mantendo seus pés apoiados no chão. Agarre seus tornozelos e lentamente levante seus quadris, arqueando sua coluna lombar e levantando seu umbigo em direção ao céu. Quando se levantar, inspire lentamente pelas narinas. Prenda a respiração a medida que você gentilmente se estica, se levantando o mais alto possível, enquanto estiver confortável, depois relaxe descendo seu corpo e expirando pelas narinas.
Repita vagarosamente este exercício de levantar e abaixar pelo menos 15 vezes, sincronizando sua respiração com o movimento dos quadris, e no máximo 28 vezes. Para ir no mínimo de 2 ao máximo de 28, aumente sistematicamente o seu total de 1-2 levantamento por dia.
Para terminar: Inspire para cima, prenda por dez segundos, puxe seu umbigo para dentro e aplique a tranca raíz. Depois relaxe deitado, esticando suas pernas. Totalmente relaxado sentindo o efeito energético deste exercício.
Dicas para o exercício: Se você não puder agarrar seus calcanhares, deixe seus braços ao lado de seu corpo e use-os para ajudá-lo a se levantar. Este exercício lhe ajudará a aprofundar suas respirações. Mantenha seus olhos fechados, neste e nos outros exercícios para que você possa sentir melhor o seu corpo se beneficiando dos movimentos restauradores, e também para se evitar distrações visuais. Descanse sobre suas costas por 2 minutos depois do exercício e simplesmnete aproveite dos efeitos vitalizadores.
Benefícios: Este exercício libera o estresse abdominal. Ele lhe dá um impulso em sua energia por todo o seu corpo que irá durar por todo o dia. Ele também estimula a tireóide. Melhorar a sua respiração ajudando-o a respirar mais profundamente e aumenta o nível de energia. Ele move sua energia da parte inferior da coluna para a parte superior.

14º-Relaxamento

Relaxe profundamente sobre suas costas, braços ao lado, palmas para cima. Simplesmente observe as sensações corporais e permita que elas se manifestem.

15º-Meditação

Para encerrar os exercícios: Sente-se calmamente e medite. Esteja presente com as sensações em seu corpo aumentando sua consciência para incluir cada parte do seu corpo e sua coluna. Consolide sua presença sentindo suas sensações simultaneamente por pleo menos 1 minuto, no final.
Faça por pelo menos 2 a 5 minutos ou a sua escolha.
Para terminar: Inspire profundamente 3 vezes. Levanteseus braços acima de sua cabeça, alongue sua coluna, balance os braços e envie bençãos para o mundo. Leve este sentimento de benção e gratidão com você por todo o dia.
Benefícios da série: Esta série de exercícios trabalha sistematicamente da base ao topo de sua coluna. Todas as 28 vértebras recebem estímulos e todos os centros de energia(chakras) recebem uma eclosão de energia. Estes exercícios aumentam a circulação do líquido espinhal, que contribui para uma maior clareza mental. Práticas regulares desta série lhe dará uma grande vitalidade e ajudará na prevenção de dores lombares, reduz a tensão e lhe mantém jovem com o aumento da flexibilidade da coluna.

Quando praticar esta série pode ser feita pela manhã para lhe dar energia extra para enfrentar o dia. Também pode ser feita à tarde antes da ceia noturna para revitalizá-lo depois de um dia cheio de trabalho e lhe dá energia para os momentos de lazer a noite, porque ninguém é de ferro não é mesmo? A todos Namasté.

Glossário: (Mulabhanda) ou (fechadura)tranca raiz é a mais aplicada, ela é feita em 3 partes;primeiro contraindo o esfincter anal, puxando o para dentro e para cima, depois, puxando para cima os orgãos sexuais(para que o trato uretral seja contraido). E por ultimo, empurre o ponto do umbigo para dentro, recolhendo a parter inferior do seu abdomem em direção a sua coluna. Isto é aplicado com a respiração presa(in ou ex), e ajuda a unir os dois principais fluxos de energia pran e aparia, gerando um calor psiquico que ativa o desprendimento da energia Kun, e é normalmente usado nos finais de um asana ou exercício.

O que são as "ASANAS"?

Asanas ou Posturas, qualquer posição firme e confortável é uma asana. Uma posição firme dá concentração mental, e a tornamos firme pensando no infinito.
Uma asana tem o objetivo de estimular a consciência de glândulas, orgãos e do próprio corpo, massagear todos os seus orgãos internos; e acalmar a mente para a meditação.
As asanas normalmente aplicam uma certa pressão nos nervos ou pontos de acupuntura refletindo certos efeitos para o cérebro e o corpo.

As asanas da K. Yoga.

Asana Simples (Sukasana):

1965, budismoCruze suas pernas confortavelmente com os calcanhares ou ambos os pés no chão, pressionando a parte inferior da coluna para frente para manter as costas eretas.

Asana Perfeita (Siddhasana):

1965, budismoCalcanhar direito pressionando contra o perineu, e sola esquerda pressionando a coxa direita. O calcanhar esquerdo é colocado sobre o calcanhar direito e pressiona o corpo acima dos genitais com os dedos enfiados na dobra da perna com a coxa. Os joelhos devem permanecer no chão com os calcanhares deretamente um acima do outro. Esta postura fortalece sua força psíquica.

Asana Lotus (Padmasana):

1965, budismoLevante seu pé esquerdo sobre sua coxa direita, e depois coloque seu pé direito sobre sua coxa esquerda, o mais próximo de seu corpo possível. Esta fechadura é uma postura que é fácil de se conseguir, do que parece e ela intensifica a meditação profunda. A perna direita está sempre por cima.

Asana Pedra (Vajrasana):

1965, budismoAjoelha-se e senta-se sobre os calcanhares(peitos dos pés no chão) para que eles pressionem os nervos no centro das nádegas. Possue um efeito extraordinário no sistema digestivo onde dizem que somos capazes até de digerir pedras.

Asana Celibato (Postura do Herói):

1965, budismoAjoelhe-se e sente-se sobre seus pés, mas com eles afastados. Esta asana canaliza a energia sexual para subir a coluna.
Se você se sentar em uma cadeira, certifique-se de que seus pés estejam bem, e igualmente, apoiados no assento e mantenha sua coluna ereta.

O que são os Yantras ou Mandalas?

Os Yantras são desenhos geométricos de origem indiana, conhecido também como Mandala na região do Tibet. O simples ato de fixar os olhos em seu ponto central (bindu) auxilia na indução para a meditação produzindo paz interior e principalmente promover insight para os momentos especiais, onde só o nosso interior tem a resposta. O uso destes diagramas mágicos é o caminho mais curto para aderir o princípio energético vibratório das formas e das cores que irão atuar no inconsciente produzindo um fluxo de ação.
Como usar os Yantras?

A forma de utilizar o Yantra é colocá-lo numa moldura do tamanho de uma folha A4 no mínimo e pendurá-lo a uma distância de 30 centímetros à frente do rosto. E na posição sentada (preferencialmente na posição de lótus) fixar os olhos no ponto central (bindu) do desenho sem piscar e sem pensar em nada, deixando os pensamentos pararem e absorver o silêncio interno; através de uma respiração continua e suave, os olhos devem ficar abertos até que lacrimeje, apenas contemplando e aos poucos na medida em que ocorre a prática alcançará o tempo almejado de cada yantra. Passando a usufruir dos efeitos de cada forma e cor recebendo o fluxo vibratório desejado. Ao iniciar o lacrimejamento e sentindo necessidade; feche os olhos e deixe a imagem desaparecer. Poderá usufruir de um incenso, de uma música new age em ambiente calmo e de preferência reservado para essa prática. Após o uso pendure o Yantra na parede do quarto. A seguir vejam alguns exemplos de Mandalas.

mandalas


Exemplo de Mandala em movimento:

mandala15


Mais Definições para Yantras e Mandalas acessem este excelente link:

http://www.anjodeluz.com.br/mandala.htm

O que são Mudrás ?

Mudrā (Sanscrito, मुद्रा, literalmente "selo"; 印相 inzō em Japonês) é um termo que tem diversas conotações de acordo com o seu uso, significando gesto no Yôga, budismo e na dança indiana, um dos cinco ingredientes do ritual "panca-tattva" ou o brinco usado pela ordem kanphata.

Os mudras como gestos a cada dia são mais numerosos e se incorporando ao folclore e ao inconsciente coletivo de diversas civilizações.

Os Mudrás são um gestos simbolicos feito com as mãos, significando, literalmente, gesto, selo ou senha. Provém da raiz mud, alegrar-se, gostar. Deve ser pronunciado sempre com o “a” tônico, e é palavra do gênero masculino (O Mudrá). Eles são usados no Yôga (um dos seis pontos de vista do hinduísmo) para penetrar em determinados setores do inconsciente coletivo, conectando o praticante às origens de sua linhagem de Yôga. Em alguns livros, aparece traduzido como símbolo, mas tal tradução não é correta, uma vez que símbolo, em sânscrito, corresponde à palavra Yantra.

O Mudrá no budismo está sempre relacionado a um Mantra e um Mandala. Juntos eles formam os três segredos do universo, pensamento, verbo e ação (jap. Sanmitsu).

Conheça aquí os Mudrás mais usados no Budismo:

1965, budismoGuyan Mudrá: A ponta do polegar toca a ponta do indicador, estimulando conhecimento e habilidade. O dedo indicador simboliza júpiter e o polegar representa o ego. Guyan Mudrá concede receptividade e calma.

1965, budismo
Guyan Mudrá Ativo: A primeira junta do indicador é dobrada sob a primeira junta do polegar. Isto lhe concede conhecimento ativo.

1965, budismo
Shuni Mudrá: Ponta do dedo do meio (simbolizado por Saturno) toca a ponta do polegar, concedendo paciência.

1965, budismoSurya ou Ravi Mudrá: Ponta do dedo anelar (Simbolizado por Uranus ou o Sol) toca a ponta do polegar, nos dando energía, saúde e intuição.

1965, budismoBuddhi Mudrá: Ponta do dedinho (Mercúrio) toca a ponta do polegar, para uma comunicação clara e intuitiva.

1965, budismo
Fechadura de Vênus: Interlace os dedos com o dedinho esquerdo por último; e o polegar direito no topo para os homens e o polegar esquerdo no topo para as mulheres (ver abaixo)

1965, budismoOs montes de Vênus na base dos polegares são pressionados juntos canalizando sensualidade e equilíbrio glandular, ajudando no foco e concentração.

1965, budismoJupiter Mudrá: Uma variação da fechadura de vênus com os dois dedos indicadores
unidos, apontando para frente. O poder de Júpiter, ou boa sorte e expansão é ativado.
Juntos eles focalizam sua energía para romper barreiras.


Mudrás continuação

1965, budismo
Mudrá da Oração: Palma pressionadas juntas, neutralizando e equilibrando yin & yang para lhe dar centro.

1965, budismoFechadura de Urso: Palma esquerda para fora do corpo com o polegar para baixo e palma direita voltada para o corpo com polegar para cima e os dedos dobrados e enganchados para estimular o coração e intensificar a concentração.

1965, budismo
Buddha Mudrá: A mão direita se apóia sobre a esquerda para os homens; a esquerda sobre a direita para as mulheres. Palmas para cima, pontas dos polegares se tocando em um gesto receptivo.

Entenda os Mantras.


Você encontra uma série de definições para "MANTRA", uns com mais técnica, rebuscada, mas para as pessoas comuns que estão iniciando o entendimento do budismo acredito que este texto possa explicar bem o significado de "MANTRA".

Os mantras são orações sagradas que vêm do Tibet, Índia, China e Japão. Eles foram registrados por sábios através de inspirações divinas; são as canções religiosas, compostas por pessoas em estado de consciência comum.

Esses sábios teriam entoado cada um dos mantras que, hoje, estão impregnados por suas vibrações. Os mantras são carregados de poder divino. A vibração cósmica permeia as orações. Outra característica básica é a entonação que uma pessoa dá ao vibrar um mantra.

Há quem goste de associá-lo a uma melodia. Outros preferem apenas recitá-lo. Dependendo da preferência e dos locais onde se encontra cada um, pode-se repetir mentalmente, em voz baixa ou mais alta.

Os mantras Tibetanos são entoados como orações, repetidos como as do cristianismo. Contudo, diferentemente do cristianismo, não constituem propriamente um diálogo com Deus.

Para algumas escolas, especificamente as de fundamentação técnica, mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Porém, é fundamental que pertença a uma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos por causa da evolução da língua. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras ou vibrar canais energéticos afim de desobistrui-los.

A prática Início e Iluminação dos Chakras.

Siga primeiro os conselhos iniciais a Meditação em sí, post anterior como MEDITAR, concentração, o nada, limpeza, purificação, a iniciação. A iniciação depende do mestre e os mantras mudam conforme a escola e sua divindade. Os três mantras iniciais são apenas exemplos.

OM AH HUM (mantra para iniciar a meditação)

OM DHUPE AH HUM (mantra para oferecer incensso)

OM KALI AH HUM (mantra saudação á Divindade)

Existe um mantra expecífico para energizar/iluminar cada um dos chakras, são eles:

Mantra Chakra Base = OM AIM NAMAHA

Mantra Chakra Plexo = OM SRIM NAMAHA

Mantra Chakra Alma = OM HRIM NAMAHA

Mantra Chakra Coração = OM AIM HRIM KLIM CHAMUNDAYE VICHE

Mantra Chakra Garganta = OM SO HU NAMAH

Mantra Chakra Olho = OM KRIM NAMAHA

Mantra Chakra Corôa = OM AIM HRIM SRIM KLIM SO HU OM

Mantra para iluminação = OM MANI PADME HUM

OBS: Importante rescitar cada Mantra por 3 minutos cada um para ter o efeito desejado.

Conhecendo o Corpo Humano. :-)

Antes de retomar as postagens e compartilhar com os leitores, meus estudos e experiências com o budismo tibetano gostaria de ir para um princípio teórico sobre o nosso corpo, e o que compreende cada parte em relação a energía que emana a partir do 1°chakra. Então vamos a eles:

CHAKRA 1 - MULADHARA -O primeiro chakra (conhecido como Chakra Base ou Raiz), situado na base da espinha dorsal, relaciona-se com o poder criador da energia sexual. Quando esse chakra está enfraquecido indica distúrbios da sexualidade ou disfunções endócrinas. Quando excessivamente energizado, indica excesso de hormônios, sexualidade exacerbada ou até mesmo a presença de um tumor no local.



CHAKRA 2 - SVADHISTHANA - O segundo chakra também chamado esplênico, sacro ou do baço, é responsável pela energização geral do organismo, e por ele penetram as energias cósmicas mais sutis, que a seguir são distribuídas pelo corpo. Quando esse chakra é estimulado, propicia uma boa captação energética.



CHAKRA 3 - MANIPURA - O terceiro chakra (conhecido como Chakra do Plexo Solar) localiza-se na região do umbigo ou do plexo solar, e está relacionado com as emoções. Quando muito energizado, indica que a pessoa é voltada para as emoções e prazeres imediatos. Quando fraco sugere carência energética, baixo magnetismo, suscetibilidade emocional e a possibilidade de doenças crônicas.



CHAKRA 4 - ANAHATA - O quarto chakra situa-se na direção do coração. Relaciona-se principalmente com o timo e o coração. Sua energia corresponde ao amor e à devoção, como formas sutis e elevadas de emoção. Na tradição católica, este chakra é simbolizado pelo coração luminoso de Cristo. Quando ativado desenvolve todo o potencial para o amor altruísta. Quando enfraquecido indica a necessidade de se libertar do egoísmo e de cultivar maior dedicação ao próximo. No aspecto físico, também pode indicar doenças cardíacas.



CHAKRA 5 - VISUDDHA - O quinto chakra fica na frente da garganta e está ligado à tireóide. Relaciona-se com a capacidade de percepção mais sutil, com o entendimento e com a voz. Quando desenvolvido, de forma geral, indica força de caráter, grande capacidade mental e discernimento. Em caso contrário, pode indicar doenças tireoidianas e fraquezas de diversas funções físicas, psíquicas ou mentais.



CHAKRA 6 - AJNA - O sexto chakra situa-se no ponto entre as sobrancelhas. Conhecido como "terceiro olho" na tradição hinduísta, está ligado à capacidade intuitiva e à percepção sutil. Quando bem desenvolvido, pode indicar um sensitivo de alto grau. Enfraquecido aponta para um certo primitivismo psico-mental ou, no aspecto físico, para tumoração craniana.



SAHASRARA - O sétimo é o mais importante dos chakras, situa-se no alto da cabeça e relaciona-se com o padrão energético global da pessoa. Conhecido como chakra da coroa, é representado na tradição indiana por uma flor-de-lótus de mil pétalas na cor violeta. Através dele recebemos a luz divina. A tradição de coroar os reis fundamenta-se no princípio da estimulação deste chakra, de modo a dinamizar a capacidade espiritual e a consciência superior do ser humano.



Por último esta é a imagem do corpo humano e a localização exata dos pontos energéticos devidamente representados pelos chakras em sua repectiva ordem.



Igualmente existe ligação dos Chakras com as mãos e os pés, vejam a correspondência nas figuras a seguir.




Como energizar os Chakras Várias terapias, como o Reiki e a cromoterapia se utilizam dos chakras como base para diagnóstico e tratamento de males que atingem desde o corpo físico até o espiritual. Através de gestos , que podem ser incorporados no dia-a-dia é possível ativar estes pontos de energia, buscando a harmonização do corpo e da alma. " Concentrar-se no que está fazendo, pensando na região do chakra já é uma forma de reativá-lo. Procure ficar em um lugar tranqüilo, para que nenhum barulho possa tirar sua concentração. " Coloque uma de suas mãos aberta em frente ao chakra, sem tocar no corpo, e faça movimentos circulares no sentido horário, como se estivesse massageando o local, mas à distância. " Sentar-se na posição de lótus - pernas cruzadas - tronco ereto - e fixar o olhar na ponta do nariz estimula o chakra frontal ou do terceiro olho. " As cores e os cristais são formas visuais de estimulação do chakras. Utilize a pedra com a cor correspondente a do chakra e direcione suas vibrações.

O Caminho para a Iluminação. :-)

Capítulo 1: Elogio à Mente da Iluminação

Homenagem aos sugatas dotados do dharmakaya. Homenagem aos seus filhos e a todos os que são veneráveis.
Eis aqui, brevemente exposta e segundo a tradição, a prática espiritual dos filhos dos Buddhas. Tudo o que vou dizer já foi dito antes de mim, que sou fraco escritor. Sem pretensão de ajudar quem quer que seja, é com o intuito de ordenar a minha mente que vou escrever esta obra. Que ela ao menos sirva para aumentar o caudal da minha fé que favorece o que é bom. E se além, disso alguém, parecido comigo, pousar aqui o seu olhar, também lhe será oferecido bom proveito.
As condições favoráveis são muito difíceis de conseguir, elas que, uma vez encontradas, satisfazem todos os fins do homem. Se desde já não tirarmos proveito desta oportunidade, como ela poderá surgir de novo? Assim como numa noite em que as nuvens adensam ainda mais as trevas, o relâmpago pode às vezes brilhar; também às vezes, pelo poder dos Buddhas, o pensamento dos homens pousa um breve instante sobre o bem. Deste modo, o bem é sempre frágil, e o poder do mal é tão forte e terrível. Se não fosse a mente da iluminação, que outro bem o poderia vencer?
Durante muitos aéons, os Buddhas meditaram, até que, por fim, viram as benfazenças deste bem, que fazem transbordar de alegria o imenso rio dos seres vivos, numa inundação de felicidade. Quem queira passar além das imensas dificuldades desta vida, afastar todas as dores dos seres e desfrutar centenas e centenas de alegrias, que jamais abandone a mente da iluminação.
Qualquer infeliz, acorrentado à prisão das existências, é nesse mesmo instante proclamado filho dos Buddhas, venerável aos olhos dos deuses e dos homens, assim que nele surge a mente da iluminação. Pegando neste corpo impuro, faz dele a inestimável imagem de outro que é um Buddha. Por isso, guardem com fervor este elixir alquímico que se chama mente da iluminação. Ela foi vista e reconhecida de valor supremo pela vasta inteligência dos guias sublimes da caravana humana. Guardem-na firmemente, esta jóia que é a mente da iluminação, ó vocês que desejam romper com o fardo dos seres vivos!
Assim como uma árvore que morre ao dar o seu fruto, todos outros méritos se acabam. Só a mente da iluminação é uma árvore que sempre frutifica e nunca se esgota. Se o mais execrável dos criminosos se apoiar nela, liberta-se nesse mesmo instante, como quem se livra de um grande perigo protegido por um herói. Como pode haver gente inconsciente, que não se refugie na mente da iluminação?
Como o incêndio do fim do mundo, a mente da iluminação consume num ápice os maiores erros; os seus infinitos benefícios foram expostos pelo sábio Maitreya a Sudhana. A mente da iluminação é dupla; ela é, em suma, o voto da iluminação e o partir para a iluminação. Eles têm entre si, segundo os sábios, a mesma diferença que há entre querer fazer uma viagem e colocar-se no caminho.
O voto da iluminação dá imensos frutos neste mundo, mas não é, ao contrário da largada para a iluminação, uma fonte contínua de méritos. Logo que a mente abrace com tenacidade o pensamento de libertar a vastidão ilimitada dos seres, mesmo que às vezes se distraia ou dissipe, o fluxo dos seus méritos continua sempre a aumentar, assim como a infinita vastidão do céu. Isso mesmo explicou o Buddha no Sutra das Questões de Subahu, em proveito dos que apenas têm um ideal inferior.
Se aquele que formula o benemérito projeto de curar o simples mal-estar de uns poucos homens adquire um imenso mérito, muito mais adquirirá quem quer libertar a todos de um sofrimento infinito, e a todos quer dotar de infinitas qualidades! Qual é a mãe ou o pai capaz de um voto tão generoso? Qual o deus, qual o rishi, qual o brâmane? Nunca nenhum deles fez, mesmo sonhando, voto semelhante para si próprio; como o poderia imaginar para os outros?
É extraordinária esta jóia da mente, voltada para o bem. O seu nascimento é totalmente inédito, se tivermos em conta que os outros nem sequer a concebem no seu próprio interesse! Fonte da alegria do mundo, remédio à dor do mundo, diamante espiritual, como medir todo o mérito que a mente da iluminação contém? Um simples voto para o bem do mundo vale mais do que a adoração do Buddha; quanto mais ainda se lhe juntarmos o esforço de propiciar a felicidade integral a todos os seres!
Os homens querem escapar ao sofrimento e mergulham no sofrimento. Desejam a felicidade e destroem imprudentemente a felicidade, como se ela fosse o verdadeiro inimigo! Sedentos de felicidade e torturados de mil maneiras... Quem os saciará com todas as alegrias, quem os arrancará de vez à tortura e acabará com esta loucura? Onde encontrar alguém com tamanha bondade, um tal amigo, um tal mérito?
Se mesmo aquele que presta serviço em pagamento de outro é louvado, o que dizer do bodhisattva, que é generoso sem ser solicitado? Quem oferece uma refeição de caridade a algumas pessoas ganha fama de benfeitor só porque deu, durante alguns instantes e com desdém, um magro petisco que mal dará sustento aos pobres durante meia jornada. O que dizer daquele que dá a um número infinito de seres, e durante um tempo infinito, a satisfação inultrapassável dos sugatas, aquela que sacia todos os desejos?
Qualquer pessoa que, diante deste anfitrião que é o bodhisattva, desenhe maus pensamentos em seu coração, se encontrará nos infernos e aí ficará por tantos aéons quantos o mau pensamento. Assim disse o Buddha. Mas quando o coração de alguém se lhe dirige com devoção, a esse lhe será servido um fruto ainda maior. Confrontado com as piores dificuldades, um bodhisattva jamais se submete ao mal agir, enquanto que todas as suas boas ações se multiplicam sem esforço.
Presto homenagem aos corpos dos bodhisattvas, onde nasceu a jóia deste pensamento sublime. Tomo refúgio nestas minas de felicidade, que mesmo se as ofendamos ainda nos dão a felicidade.

Capítulo 2: A Confissão

Para conquistar esta jóia que é a mente da iluminação, presto homenagem aos Buddhas, à pura jóia do supremo dharma, e aos filhos dos Buddhas, oceanos de mérito espiritual.
Todas as flores e todos os frutos, as ervas medicinais e todos os tesouros do universo, as águas puras e deliciosas, as montanhas feitas de preciosas gemas, as encantadoras solidões dos bosques, as lianas lindíssimas ornadas de flores, as árvores com os ramos vergando sob o peso dos frutos, os perfumes dos mundos divinos e humanos, a árvore dos desejos e as árvores de pedrarias resplandecentes, os lagos espargidos de flores de lótus e suspensos no canto dos cisnes, as plantas silvestres e as de cultivo, e tudo o que é nobre ornamento na imensidão do espaço, tudo isto, que não pertence a ninguém, considero-o no meu espírito e o ofereço aos Buddhas, sublimes entre os seres, e aos seus filhos. Que eles os aceitem, pois são tão dignos das mais belas oferendas! Que os grandes compassivos tenham compaixão de mim!
Não tenho o menor mérito e sou tão pobre que nada mais posso oferecer. Hajam por bem os protetores - sempre pensando no bem dos outros - graças aos seus poderes, receber estas oferendas para o meu bem! Eu mesmo me ofereço para toda a eternidade aos vencedores e aos seus filhos. Admitam-me ao serviço de vocês, ó seres sublimes! É com devoção que me faço o seu servidor. Agora, aceite ao seu serviço, acabou-se o medo. Trabalho para o bem de todos os seres escapou aos danos antigos e não renovo o agir nefasto.
Em termas perfumadas e que encantam os olhos com as suas colunas esplêndidas de jóias, cortinas resplandecentes bordadas de pérolas, e lajes de puro e brilhante cristal, com muitas jarras incrustadas de gemas preciosas, transbordando de água perfumada, ao som de cânticos e de música, preparo o banho dos Buddhas e de seus filhos. Com toalhas sem igual, impregnadas de incensos, impecáveis e imaculadas, seco-lhes o corpo e os visto, enfim, com túnicas sedosas e perfumadas. Com roupas etéreas, delicadas, finíssimas, esplendentes e com profusos ornamentos, adorno Samantabhadra, Ajita, Manjushri, Lokeshvara e os outros bodhisattvas.
Com fragrâncias delicadas, de perfume penetrando até aos confins do universo, ungiram os corpos de todos os Buddhas, resplandecentes com ouro purificado, lustroso e polido. Com todas as flores de perfume inebriante, o jasmim, o lótus azul e a eritrina, com graciosas guirlandas, honram os Buddhas tão veneráveis. Ofereço-lhes nuvens de incenso que alegram o coração com o seu subtil e envolvente perfume. Presto-lhes homenagem com o vasto sortido de alimentos e bebidas celestiais.
Disposto em leitos de lótus de ouro acende archotes de pedrarias preciosas e lanço, ao longo de lajes polidas de perfume, punhados de pétalas de flores encantadas. Ofereço a estes misericordiosos inconcebíveis palácios celestiais decorados de magníficas grinaldas de pérolas e de jóias, ornamentos de um céu sem limite, reverberando melodiosos hinos.
Aos possantes Buddhas, apresento altos pára-sóis com requintadas pedrarias, de cabos em ouro e grácil forma, incrustada de pérolas e de um brilho estonteante. Que se levantem nuvens de cantos e toadas que deleitam o coração, nuvens de oferendas que apaziguam a dor dos seres! Sobre todas as jóias do supremo Dharma, sobre stupas e estátuas, caiam chuvas contínuas de flores, jóias e substâncias preciosas!
Assim como Manjushri e os outros bodhisattvas satisfizeram os vitoriosos com oferendas, também eu faço oferenda aos Buddhas e aos seus filhos. Com hinos lindos, marés de ritmos harmoniosos, exalto os que são oceanos de mérito; que sem cessar estes cânticos de louvor se levantem em revoada para eles!
Prostro-me diante dos Buddhas dos três tempos, do dharma e da suprema sangha, com tantos corpos quantos os átomos que haja em todos os campos de Buddha. Homenagem a todos as stupas e a todos os suportes da mente da iluminação! Homenagem aos mestres espirituais e aos ascetas veneráveis! Tomo refúgio no Buddha até ao coração da iluminação; tomo refúgio no dharma e na vasta assembléia dos bodhisattvas.
Com as mãos juntas, dirijo-me aos bodhisattvas misericordiosos e aos Buddhas que vivem em todas as direções do espaço. Todo o mal que fiz ou causei, embrutecido e estúpido na eternidade das transmigrações ou na vida presente, todo o mal que na minha cegueira aprovei, para minha perdição, confesso-o, consumido de remorsos.
Todas as ofensas que cometi, subjugado pelas emoções, em ultraje às três jóias ou contra o meu pai e a minha mãe, contra os mestres e todos os demais, que por atos, palavras ou pensamentos, todo esse pernicioso agir que cometi, afligido pelos múltiplos vícios, tudo isto confesso, ó condutores do mundo! Como escapar a estas faltas? Apressem-se para me salvar, não vá a morte chegar e eu por redimir! É que a morte não se perde em considerações pelo que está ou não está por fazer. Que ninguém se fie nela, de boa saúde ou doente, a vida pode partir de improviso.
Incontáveis vezes, o prazer e o desagrado foram ocasião de mal agir para mim. Como pude esquecer que um dia teria de abandonar tudo e partir? Os que me incomodam já não estarão aqui, os que me agradaram também não, e até eu já não existirei; aliás, nada subsistirá. O que percebo agora não passará de uma de uma lembrança, assim como as coisas que nos atravessam os sonhos, passageiras, fugazes... Nunca mais as veremos.
Durante a minha permanência neste mundo, muito se foram, uns amigos, outros inimigos, mas o mal que cometi por causa deles continua sempre presente, como uma ameaça que não me larga. Estou de passagem nesta terra, foi isso que não compreendi. Qual mal não cometi por desvario, por afeição ou por ódio... Noite e dia, sem parar, a vida vai escorrendo e nenhum ganho a fará crescer: é tão inevitável morrer! Aqui mesmo, deitado no leito, ainda que rodeado pelos meus, terei de suportar sozinho os sofrimentos da agonia. Quando somos agarrados pelos mensageiros de Yama, o senhor da morte, de que valem parentes e amigos? Só o bem me pode trazer a salvação, mas o bem, esqueci-me de o praticar...
Por apego a esta vida efêmera, por ignorância do perigo, por frivolidade, fiz muito mal, ó protetores! O condenado que arrastam para lhe cortarem um membro está crispado pelo terror, a sede devora-o, a vista foge-lhe e fica transfigurado. O que será de mim quando os terríveis mensageiros de Yama me agarrarem, esgazeado pelo medonho assombro e pelo terrível desespero? Os meus olhos, desorbitados pelo terror, procurarão em todos os cantos uma maneira de me salvar. Quem, por bondade, me virá livrar deste enorme perigo? Vendo o espaço vazio de qualquer socorro, mergulhado numa obscura loucura, ai de mim, que farei nesse lugar tenebroso?
É desde já que apelo aos possantes guardiões do mundo, aos vitoriosos que dissipam todos os medos e que guardam uma constante diligência para a proteção do mundo! Apelo do fundo do coração ao dharma realizado por eles, que destrói os medos da transmigração, e apelo à multidão dos bodhisattvas.
Perdido de medo entrega-me a Samantabhadra, dou-me inteiramente a Manjushri. Ao protetor Avalokiteshvara, cujos atos são todos conduzidos pela compaixão, lanço o meu grito de dor e de medo: protejam a mim, o malfeitor! Ao nobre Akashagarbha e a Kshitigarbha, a todos os protetores compassivos, suplico: guardem-me! E àquele cuja simples aparição aterroriza e põem em fuga nas quatro direções os mensageiros de Yama e os outros opressores, saudação a Vajrapani! Transgredi a palavra de vocês, e agora, estarrecido diante do perigo, tomo refúgio em vocês; apressem-se a escorraçar este perigo!
Se quando receamos uma simples doença passageira, seguimos sem violar a prescrição do mérito, quanto mais quando estamos corroídos pelo desejo e pelas quatrocentas e quatro doenças. Ora, há doenças para as quais o universo inteiro não contém remédio e das quais uma só bastaria para destruir todos os habitantes de Jambudvipa. E eu violo a palavra do médico onisciente que cura todas as dores! Que vergonha, que insensatez!
Se sigo com tanta prudência quando caminho à beira de um precipício, porque sou tão desleixado nesta beira do inferno, se este abismo é fundo de milhares de léguas e se estende na imensidão do tempo? "A morte não chegará hoje!" Que falsa certeza! A hora de deixar tudo se aproxima, inexorável. Quem acalmará o meu terror? Como poderei escapar? Virá o dia em que deixarei de existir! Como o meu coração pode estar tranqüilo? Que fruto me restará de todos os prazeres de outrora, hoje abolidos, nos quais me comprazí, apesar da palavra do mestre? Ao deixar o mundo dos vivos, deixando parentes e amigos, irei só, mas não sei para onde. Que me importam onde estão amigos ou inimigos?
Uma só preocupação me deve ocupar noite e dia: as ações negativas produzem necessariamente a dor; como me livrarei delas? Os atos inconfessáveis que cometi por ignorância ou desatino, atos que são negativos por natureza ou por transgressão dos preceitos, confesso-os todos, com o devido respeito e receio, as mãos juntas e me prostrando sem cessar diante dos protetores. Que os guias conheçam as minhas faltas assim como elas são. Este mal, ó protetores, nunca mais voltarei a cometer.

Capítulo3: Adotar a Mente da Iluminação

Felicito-me pelo bem feito por todos os seres, graças ao qual eles se livram do sofrimento dos lugares de tormento. Que eles sejam felizes! Regozijo-me pelos seres que fazem acumulação de méritos, pois isto é para eles uma causa para a iluminação. Que todos obtenham a libertação definitiva do doloroso ciclo das existências! Rejubilo com a iluminação dos Buddhas e com os níveis de realização de seus filhos, os bodhisattvas. Regozijo-me com os pensamentos virtuosos, vastos e profundos como um mar, desaguando na felicidade dos seres e com os atos que concretizam o bem de todos eles.
Com as mãos juntas, suplico aos Buddhas de todo o universo: acendam a lâmpada do Dharma para todos aqueles que estão perdidos e que caem no abismo da dor. Com as mãos juntas, imploro aos Buddhas desejosos de se extinguir: fiquem ainda entre nós, por ciclos sem fim, para que o mundo não fique mergulhado na cegueira.
Tendo realizado tudo isto, e pela virtude do mérito que assim adquiri, possa eu ser aquele que apazigua a dor de todos os seres. Para os doentes, possa eu ser o remédio, o médico e o enfermeiro, até que se extinga a doença. Possa eu, em revoadas de alimentos em bebidas, atenuar o suplício da fome e da sede, e nos períodos de grande penúria das eras intermediárias, possa eu ser comida que sacia e a bebida que desaltera. Para os pobres, possa eu ser um tesouro inesgotável, resposta sempre pronta para tudo o que lhes falte.
Todos os meus corpos e bens, todo o meu mérito do passado, do presente e do futuro — tudo abandono sem hesitar, para que a finalidade de todos os seres seja atingida. O nirvana é a renúncia a tudo, e a minha mente aspira ao nirvana. Deve-se abandonar tudo, mais vale dá-lo a todos os outros.
Que nunca seja estéril o encontro com alguém. Entrego este corpo ao capricho de todos os seres. Mesmo que o maltratem, ultrajem, castiguem e façam dele um objeto de desprezo e zombaria, que me importa, se lhes dei o meu corpo? Obriguem-no a fazer tudo o que lhes seja agradável, mas que nunca seja ocasião de dano.
Se alguém se irrita contra mim ou me quer bem, que isso sirva para a realização de todos os seus votos. Aqueles que me caluniam e magoam, os que riem de mim e todos os demais — possam eles receber a iluminação! Possa eu ser o protetor dos abandonados, o guia dos que caminham e, para os que aspiram à outra margem, possa eu ser a caravela, o barco ou a ponte. Possa eu ser a ilha dos que buscam uma ilha, o leito de quem queira um leito, o escravo de quem queira um escravo. Possa eu ser a pedra do milagre, a jarra do tesouro inesgotável, a fórmula mágica, a planta que cura, a árvore dos votos, a vaca da abundância.
Já que a terra e os outros elementos servem os múltiplos propósitos dos seres, em número tão vasto como o céu, possa eu também ser, de todas as maneiras, útil aos seres que povoam a vastidão do espaço sem fim, por todo o sempre, até que todos sejam libertos. Assim como os Buddhas precedentes adotaram a mente da iluminação e foram gradualmente praticando-a, farei a mente da iluminação nascer em mim, para o bem do mundo, e me exercitarei em todas as práticas que a preparam, uma a uma.
Tendo deste modo abraçado firmemente a mente da iluminação, o sábio, para favorecer o seu desenvolvimento, deve encorajá-la mais e mais, refletindo assim: "Hoje o meu nascimento chegou à maturidade e recebo pleno proveito da minha qualidade de ser humano. Hoje nasci na família dos Buddhas, hoje sou um filho de Buddha. Agora, resta-me agir em conformidade com um homem que respeita o costume de sua família; que ela não receba de mim uma mácula que altere a sua pureza”.
Como um cego que encontra uma jóia num monte de esterco, em mim surgiu, não sei como, esta mente da iluminação. É um elixir que nasce para abolir a morte do mundo; um tesouro inesgotável que acaba com a miséria do mundo; um remédio incomparável que tira a doença do mundo; uma árvore sob a qual o mundo repousa, cansado de errar pelos caminhos da vida; uma ponte aberta a todos os que chegam, para os conduzir para além dos caminhos dolorosos; uma lua espiritual que refresca do escaldado das paixões do mundo, um imenso sol que dissipa as trevas da ignorância, uma nova e untuosa manteiga, filha da nata bem batida do leito do bom Dharma.
Eis preparado o banquete da alegria para a longa caravana humana, que segue os caminhos da vida, faminta de felicidade. Venham todos se saciar! Hoje, na presença de todos os protetores, convido toda a gente ao estado de Buddha e, até lá, convido à felicidade. Que os deuses, os asuras e os demais se regozijem!

Shantideva (séc. VII-VIII), Bodhicharyavatara.

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